Como calculamos
A apuração não chega de uma vez nem na mesma ordem em todo lugar. Alguns estados e cidades soltam as urnas antes, outros depois. Por isso o placar parcial pode apontar um vencedor que o resultado final desmente, como aconteceu em 2022, quando a liderança só virou com dois terços das seções apuradas.
A projeção corrige esse efeito comparando cada município com ele mesmo. Para cada cidade já apurada medimos quanto o voto mudou entre o 1º e o 2º turno. É essa mudança, e não o placar bruto, que estima o que ainda falta: primeiro no próprio estado, depois na região e por fim no país. As cidades que já fecharam a apuração pesam mais, porque a parcial dentro de uma cidade grande também engana (as primeiras zonas a fechar não são iguais às últimas).
A incerteza vem de milhares de simulações. Por isso a projeção aparece com uma faixa, que vai estreitando conforme a apuração avança. A chance de vitória só é mostrada a partir de 15% das seções apuradas e com urnas em pelo menos 20 estados. Antes disso, o ponto de partida é o 1º turno, só entre os dois candidatos.
Testamos o método com a eleição de 2022, soltando o 2º turno na ordem real em que as zonas eleitorais fecharam. Com 15% apurado, a projeção errou o resultado final por um décimo de ponto.
Os números vêm dos arquivos públicos do Tribunal Superior Eleitoral, lidos a cada minuto. A página se atualiza sozinha. Este painel é um trabalho independente da EadTech e não tem relação com campanhas, partidos ou com o TSE.